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Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo - Apartado 34 -7450-909 Monforte - tel.:Fax.: 245-573 620 * TM.: 96 260 40 59 E-mail: acra@portugalmail.pt |
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O Regresso do Rafeiro à Planície
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A ACRA - Associação do Rafeiro do Alentejo organizará com o apoio do Município local no próximo dia 18 de Outubro, por ocasião da tradicional Feira de Castro, um desfile/concurso cinófilo e etnográfico relacionado com a raça canina portuguesa Rafeiro do Alentejo. A tal acção deverá ser atribuído o epíteto de "O Regresso do Rafeiro à Planície". Apresentados por antigos pastores da região, trajando vestes alegóricas da época, os molossos da planície "transtagana" serão observados por técnicos altamente qualificados para o desempenho de tais funções - Prof. José Manuel Abreu e Eng. José Abreu Alpoim. Um possível paralelismo ou um provável afastamento verificado na fenótipicidade e funcionalidade destes cães ao longo dos últimos 50 anos, serão temas certamente abordados, comentados e esclarecidos pelos ilustres cinólogos. A componente pedagogia do "Regresso do Rafeiro ao Alentejo", sairá assim também fortemente valorizada. Durante a permanência dos exemplares expostos no ringue serão convidados a emitir a sua opinião, antigos pastores/camponeses do mundo rural Alentejano. Prevendo-se um dia em que a afluência do pública seja bastante significativa, julgamos oportuno e sobretudo mais funcional fazer anteceder o desfile etnográfico do Rafeiro do Alentejo de uma representação hípica de cavaleiros (e se possível também de amazonas) da Região.
"O RAFEIRO VAI À ESCOLA"
Numa perspectiva de sensibilizar igualmente as camadas mais jovens da população (Jardins escolas e 1º ciclo) estão previstas varias acções pedagógicas a realizar em diversos estabelecimentos escolares do concelho. ________________________________________________________
"O Retorno"
Vem do tempo dos tempos, vá-se lá saber exactamente desde quando, a ida, em altura do ano certa/necessária, dos grandes rebanhos de ovinos para as pastagens da planície do campo branco, ainda antes da criação da grande feira franca do sul. A Feira de Castro, datada, ao que sabemos, do final da década de trinta do século XVII. Desde sempre, a deslocação destes enormes rebanhos implicou toda uma estrutura, composta pelos donos e seus serventuários mais próximos, bem como os meios de apoio, os pastores, os ajudas e os cães, sem os quais era impossível uma movimentação adequada. Tudo isto se acentuando/aperfeiçoando quando passou a ter também a componente comercial. É fácil de imaginar o quão espantoso era de ver todo este aparato, onde se distinguiam os “operacionais”. Isto é, o pastor, os ajudas (falamos de crianças, ou próximo disso), os pequenos cães de rebanho, e o(s) guarda(s). Aqui falamos do grande e calmo Rafeiro do Alentejo e do seu porte seguro de majestosa nobreza. É evidente que tudo mudou, começando pelas razões e acabando nos resultados, passando, naturalmente, pelos meios utilizados. Obviamente que, também, esta raça canina foi afectada pela evolução dos tempos. Segundo uns num sentido e o seu inverso no ver de outros.
Uma coisa é certa/indiscutível, a partir de certa altura, não fora a decidida acção da ACRA - Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo e hoje, certamente, não estaríamos debitando aqui estas palavras. Este ano o Rafeiro do Alentejo terá um importante papel na Feira de Castro, embora diferente e visando, para além da sua sobrevivência, o retorno às planícies da “ Pátria Alentejana”. Não diz o povo que o bom filho à casa torna !?.... Que sejas bem-vindo.
Luís Jordão Outubro/2009
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... "em tempos agitava anualmente o comércio do campo branco. Os gentios da Vila e de outros lugares e montes, bastas léguas em redor, tinham nela o tempo do provimento de coisas e loisas. Terminado o estio, era a muda do ano agrícola. Era a altura de aviar necessidades para mais uma volta inteira no calendário rural. De seguida era o momento de, com as primeiras chuvas, meter a o bico da charrua à terra removendo-a para receber a semente.
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“O Rafeiro do Alentejo…”
O Rafeiro do Alentejo para alem de constituir orgulho e vaidade de todos os que o conhecem e sabem valorizar o nosso Património, representa uma peça genuína e emblemática do mundo rural alentejano. Pela majestosa e tranquila dignidade que o caracteriza é indissociável da vasta planície, das suas gentes, dos seus costumes e das suas tradições.
José Abreu Alpoim Criador da Raça
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O Regresso do Rafeiro à Planície
Um regresso é de certa maneira; mas um regresso de quem daqui sempre fez parte e de quem dos corações desta gente nunca saiu.
Porque o Rafeiro do Alentejo nunca abandonou quem dele teve necessidade para olhar pelo seu gado, para guardar a sua propriedade, para proteger os seus bens. O Rafeiro do Alentejo é pois um amigo. E como Amizade só com Amizade pode ser paga, é chegada a hora de ser o Homem a retribui-la.
Este cão que sempre se avistou nos campos do Alentejo, adaptando ao longo dos tempos conformação e carácter que lhe permitiu ter desempenhado tais funções, bem o merece.
Carlos D´Orey Outubro/2009 |
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Copyright © 2009 [Associação de Criadores do Rafeiro do Alentejo] - Todos os direitos reservados.05-Ago-2009. |
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